A Cidade do Rock viveu neste sábado, 12 de setembro, uma das noites mais ecléticas do Rock in Rio 2026, com uma programação que passeou pelo funk brasileiro, reggaeton, pop, rock, folk, forró e música eletrônica.
No Palco Mundo, Pedro Sampaio, J Balvin, Demi Lovato e Maroon 5 comandaram uma verdadeira festa dos hits, levando o público a cantar, dançar e acompanhar praticamente todos os grandes refrões da noite.
Mas o sábado foi muito além do principal palco. O Sunset recebeu encontros entre diferentes gerações e sotaques da música, enquanto o New Dance Order promoveu um momento especial com Alok e sua família. No Espaço Favela, artistas de diferentes regiões do Brasil mostraram a força da música produzida nas periferias, e o Global Village ampliou ainda mais a diversidade sonora do festival.
Pedro Sampaio coloca a Cidade do Rock para dançar

Quem abriu o Palco Mundo foi Pedro Sampaio, transformando o espaço em uma enorme pista de dança.
Ao som de sucessos como “JETSKI”, “POCPOC” e “Sequência Feiticeira”, o DJ, cantor e produtor contou com bailarinos, coreografias e uma produção visual que aproveitou a nova cenografia do palco, que possui 2.400 metros quadrados de painéis de LED.
Um dos momentos mais comentados foi a repetição do chamado “maior Cavalinho do mundo”, feito que Pedro Sampaio já havia realizado no Rock in Rio Lisboa diante de 100 mil pessoas. No Rio, o público entrou novamente na brincadeira e transformou a Cidade do Rock em um gigantesco mar de dança.
J Balvin traz o reggaeton latino para o Rock in Rio
Na sequência, foi a vez de J Balvin levar o ritmo latino para o Palco Mundo.
Um dos principais nomes da música latina contemporânea, o colombiano apresentou hits como “Mi Gente”, “Ginza” e “Downtown”, combinando reggaeton, pop e música urbana.
A apresentação ganhou uma produção visual marcada por projeções de luz, imagens nos telões e uma rampa central utilizada pelo balé. Pedro Sampaio ainda retornou ao palco para participar de “Perversa”, enquanto Melody apareceu para uma participação em “Jetsky”.
O show terminou em clima de festa, com uma sequência formada por “Ritmo”, “Que calor” e “In the Ghetto”.
Demi Lovato mistura novidades e grandes sucessos
Demi Lovato manteve a energia do Palco Mundo com um show que uniu músicas de seu trabalho mais recente a alguns dos maiores sucessos de sua carreira.
Do álbum It’s Not That Deep, lançado em 2025, entraram no repertório faixas como “Fast” e “Kiss”. A cantora também revisitou músicas conhecidas pelo público, entre elas “Heart Attack”, “Confident”, “Skyscraper”, “Give Your Heart a Break” e “Tell Me You Love Me”.
O espetáculo reforçou elementos que marcam as apresentações da artista: potência vocal, dança, emoção e proximidade com os fãs. Demi também arriscou algumas palavras em português durante a apresentação.
Maroon 5 encerra a noite com um coro de milhares de vozes
Para fechar a programação do Palco Mundo, o Maroon 5 fez aquilo que sabe fazer como poucos: transformar uma sequência de grandes sucessos em um gigantesco coro.
Com mais de duas décadas de carreira, a banda revisitou músicas que atravessaram diferentes gerações, como “This Love”, “She Will Be Loved” e “Moves Like Jagger”.
O encerramento veio com “Sugar”, quando Adam Levine puxou os primeiros versos e o público assumiu o papel de grande coral da Cidade do Rock.
Sunset promove encontros entre Brasil, Portugal e África

Se o Palco Mundo foi dominado pelos grandes hits internacionais e brasileiros, o Palco Sunset apostou em encontros e misturas musicais.
A programação começou com Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago, em um projeto que aproximou rap, jazz, MPB e ritmos afro-lusófonos. O repertório passou por músicas como “Esperança”, parceria que deu origem ao projeto e foi indicada ao Grammy Latino, além de “E Se Livros Fossem Líquidos” e “Ela É Foda”.
Depois, os Gilsons receberam convidados e levaram ao palco músicas como “Love Love” e “Pra Gente Acordar”. A participação do Olodum elevou a temperatura com “Avisa Lá” e “Deusa do Amor”, antes da chegada de Daniela Mercury, que apresentou “Nobre Vagabundo”.
A apresentação ainda passou por “Suingue da Cor”, “Faraó” e “Samba Enredo”, transformando o Sunset em uma grande celebração da música baiana.
João Gomes leva o forró e o piseiro para a Cidade do Rock
A diversidade regional continuou com João Gomes, que levou a cultura popular pernambucana ao festival.
Um cortejo com pernas de pau, bonecos gigantes, personagens do folclore e o Boi da Macuca acompanhou a Orquestra de Frevo pelo meio do público até o Palco Sunset.
Com sua voz marcante, João Gomes apresentou “Eu Tenho a Senha” e mostrou como o piseiro e o forró podem ganhar a dimensão de um grande espetáculo de festival.
Mumford & Sons encerra o Sunset com folk e indie rock
Fechando a programação do Sunset, a banda britânica Mumford & Sons apresentou sua mistura de folk e indie rock.
Com instrumentos acústicos, vocais potentes e grandes coros, o grupo levou ao público músicas como “Little Lion Man”, “The Cave” e “I Will Wait”.
Foi um encerramento que criou uma conexão especial entre banda e plateia, com o público acompanhando atentamente cada faixa.
Alok faz história ao lado da família no New Dance Order
O New Dance Order também teve um dos momentos mais especiais do sábado.
A programação começou com Bhaskar, irmão de Alok, no Special Opening. Depois vieram Adam Sellouk e Gabe. Na sequência, o palco recebeu Ekanta e Swarup, pais de Alok e Bhaskar.
O encontro familiar ganhou seu momento máximo no encerramento com Alok – Rave The World, acompanhado por um espetáculo de drones e pela reunião de toda a família no palco.
É um dos exemplos mais interessantes de como a música eletrônica vem atravessando gerações dentro da própria família.
Espaço Favela mostra a potência da música brasileira

O Espaço Favela abriu o sábado com o trio carioca Soul de Brasileiro, formado por José Junior, Ge Vieira e Negra Silva. Criados na Vila Kennedy, os três artistas apresentaram músicas do álbum “SOU”, misturando soul e R&B com samba, jazz e MPB.
A programação seguiu com Priscila Senna, que fez sua estreia no festival celebrando o brega pernambucano. Com o tema “No Alto da Minha História”, a artista levou sua trajetória para o palco e apresentou um espetáculo que reuniu músicos tradicionais, bailarinos e arranjos de orquestra.
Na reta final, a Timbalada transformou o Espaço Favela em uma verdadeira micareta baiana.
Com percussão intensa, um mini trio elétrico em cena e clássicos do axé, o grupo ainda recebeu Gominho e promoveu um encontro entre Buja Ferreira e Denny Denan. O grande encerramento aconteceu ao som de “A Roda”, colocando o público para girar.
Supernova reúne R&B, rap, música urbana e romantismo
No Supernova, o sábado começou com o baiano Celo Dut, que apresentou uma mistura de R&B, rap e ragga, incluindo parcerias com Liniker e BK. O artista ainda levou a família ao palco durante a apresentação.
Depois, Yago Oproprio chegou ao palco com “Três da Madrugada”, seguido pelo argentino Milo J, que reuniu fãs de diferentes idades.
O encerramento ficou por conta de Delacruz, que transformou o Supernova em uma espécie de sala de estar romântica, com sofá, meia-luz e seus sucessos. O show também prestou homenagem ao saudoso MC Marcinho.
Global Village celebra diferentes sotaques musicais

O Global Village também teve uma programação marcada pela diversidade.
A cantora Badi Assad abriu as apresentações com músicas em português e inglês, trocas de figurino e uma performance em que brincou com o conceito de ser “a banda de uma mulher só”.
Depois, Hamilton de Holanda encantou o público com sua capacidade de improvisar e criar diferentes ritmos no palco.
Para fechar o espaço, Mestrinho levou sua sanfona e um repertório que passou por músicas próprias e de nomes como Marília Mendonça, Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
Em homenagem a Rita Lee, considerada por ele a Rainha do Rock Brasileiro, o artista apresentou “Caso Sério”, “Erva Venenosa” e “Lança Perfume” ao som da sanfona.
Um sábado que resume a diversidade do Rock in Rio
O sábado, 12 de setembro, mostrou mais uma vez que o Rock in Rio 2026 vai muito além do gênero que está em seu nome.
Em um único dia, o público pôde acompanhar reggaeton, funk, pop, rock, folk, forró, piseiro, música eletrônica, rap, R&B, brega, axé e diferentes manifestações da música brasileira.
Com grandes nomes internacionais dividindo espaço com artistas de diferentes regiões e cenas musicais do país, a Cidade do Rock se transformou em um enorme encontro de gerações, culturas e estilos.
E se depender da programação dos palcos, ainda há muita música para viver até o último acorde do festival.
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