O Rock in Rio 2026 teve mais um dia dedicado ao rock neste sábado (5), e a Cidade do Rock foi tomada por guitarras pesadas, vocais intensos, rodas punk e muitos mosh pits.
O segundo dia do festival reuniu grandes nomes do gênero em uma programação que passou pelo metal, rock alternativo, hardcore e novas linguagens musicais. No Palco Mundo, Sepultura, mgk, Bring Me The Horizon e Avenged Sevenfold protagonizaram alguns dos momentos mais marcantes da noite.
Enquanto os artistas aproveitaram toda a estrutura do Palco Mundo — incluindo seus impressionantes 2.400 m² de painéis de LED — o público também fez um espetáculo à parte, entregando-se completamente às apresentações.
Sepultura faz seu último Rock in Rio

O segundo dia começou com um momento histórico para o rock brasileiro.
O Sepultura realizou seu penúltimo show da carreira e sua última apresentação no Rock in Rio. A banda apresentou um repertório concentrado na fase comandada pelo vocalista Derrick Green, que conduziu o público com muita energia.
Com músicas como “Against” e “Choke”, a apresentação contou ainda com muitos mosh pits no gramado e uma utilização intensa dos recursos visuais do gigantesco painel de LED do Palco Mundo.
Foi uma despedida especialmente simbólica para os fãs que acompanharam a trajetória da banda no festival.
mgk leva irreverência, guitarra e pirotecnia ao Palco Mundo

Na sequência, foi a vez de mgk (Machine Gun Kelly) assumir o palco.
O artista apostou em uma apresentação marcada por pirotecnia, efeitos visuais, dança e guitarra pesada, começando o show com “Fix ur face”, faixa de seu primeiro álbum, Lace up.
O repertório também passou por músicas como “Don’t Wait Run Fast” e “Till I Die”.
Além da performance, a interação com o público brasileiro foi um dos destaques. mgk chegou a se comunicar em português e mostrou proximidade com os fãs durante a apresentação.
Bring Me The Horizon estreia no Rock in Rio em grande estilo
Um dos shows mais aguardados da noite foi também uma das grandes estreias desta edição.
O Bring Me The Horizon finalmente chegou ao Rock in Rio e correspondeu às expectativas dos fãs. A banda, uma das referências do rock contemporâneo, apresentou um espetáculo visualmente grandioso, comandado pelo vocalista Oli Sykes.
Os fãs acompanharam cada comando do palco e ajudaram a criar uma forte conexão durante a apresentação.
As músicas “Can You Feel My Heart” e “Teardrops” estiveram entre os momentos de maior sintonia entre banda e público. O espetáculo também incorporou referências do universo dos games aos efeitos visuais exibidos nos enormes painéis de LED.
Avenged Sevenfold encerra a noite com heavy metal

Para fechar o Palco Mundo, o Avenged Sevenfold trouxe toda a força do heavy metal para a Cidade do Rock.
A apresentação foi marcada por riffs pesados, projeções impactantes e efeitos em 3D, que aproveitaram a estrutura do gigantesco LED do palco para criar uma experiência visual tão intensa quanto a sonoridade da banda.
O público efervescente acompanhou os grandes clássicos do grupo e transformou o encerramento em um dos grandes shows desta edição do Rock in Rio.
Palco Sunset celebra a diversidade do rock
O rock também ocupou o Palco Sunset, que apresentou diferentes vertentes do gênero ao longo do dia.
A programação começou com Malvada convidando Day Limns, em uma apresentação que transitou entre hardcore, pop e rock. Um dos momentos especiais foi a homenagem a Rita Lee, com a interpretação de “Ovelha Negra” acompanhada por imagens da cantora no telão.
Na sequência, Black Pantera e Nervosa dividiram o palco em uma apresentação que reuniu as duas bandas completas, incluindo duas baterias.
A performance trouxe muita intensidade e letras relacionadas à resistência e a questões sociais. A vocalista do Nervosa ainda incentivou a formação de uma roda exclusivamente de mulheres, prontamente atendida pelas fãs.
Poppy apresenta um universo próprio
Depois foi a vez de Poppy, que levou ao festival uma combinação particular de estilos e referências.
A artista transitou pelo pop experimental, metal industrial, rock alternativo e hyperpop, criando uma apresentação que refletiu a diversidade de sua proposta musical.
Vestida com as cores da bandeira brasileira, Poppy transformou o Palco Sunset em uma extensão de seu universo artístico.
Entre as músicas apresentadas esteve “I Disagree”, que rendeu à artista uma indicação ao Grammy.
Bad Omens encerra o Sunset
O último show do Palco Sunset ficou por conta do Bad Omens.
Liderada por Noah Sebastian, a banda apresentou uma produção sofisticada e uma sonoridade que mistura metalcore, rock alternativo, dark-pop e música eletrônica.
O resultado foi uma apresentação que alternou momentos pesados e emocionais e manteve o público conectado até o final.
Drone show celebra o Dia da Amazônia
O sábado também teve espaço para uma mensagem de conscientização ambiental.
Em homenagem ao Dia da Amazônia, o céu da Cidade do Rock recebeu um espetáculo de drones com diferentes cores e formas, reforçando a importância da preservação da floresta.
A ação fez parte da parceria com a AXIA Energia para a descarbonização de 100% das emissões de gases de efeito estufa da edição de 2026.
Como parte da iniciativa, o Rock in Rio realizará o plantio de 15 mil mudas e 1 milhão de sementes de espécies nativas brasileiras na região.
A ação se conecta à trajetória do festival com o Amazônia Live, projeto lançado em 2016 e que, segundo o material, já contribuiu para o plantio de mais de 4 milhões de árvores, além de iniciativas relacionadas à recuperação do rio Xingu e à revitalização de áreas desmatadas.
Rock também tomou conta dos outros espaços
A programação roqueira não ficou restrita aos dois principais palcos.
No Espaço Favela, o dia teve Quantum, Canto Cego e Major RD. O Canto Cego, com raízes na cena carioca, foi seguido por Major RD, que encerrou a programação do espaço com participações especiais.
Já o Supernova recebeu ZeROBADASS, MC Taya, LVCAS e Supercombo. O espaço também proporcionou um daqueles momentos que fazem do Rock in Rio uma plataforma para novos artistas: a cantora carioca Jully Sanders acompanhou o show de LVCAS e falou sobre a possibilidade de um dia ocupar aquele mesmo palco.
No Global Village, o clima foi de heavy metal. Rhegia, Noturnall e Korzus levaram ao público diferentes vertentes do gênero, encerrando a programação com um show de thrash metal e muita energia.
E a festa continuou madrugada adentro

Quando os últimos acordes do rock começaram a desaparecer dos outros palcos, a Cidade do Rock ainda estava longe de parar.
O New Dance Order manteve a pista movimentada durante a madrugada, com Victor Lou, o encontro entre Camila Jun e Eli Iwasa, Volkoder e James Hype, que encerrou a programação da noite com um set de alta energia.
Um sábado para ficar na história do Rock in Rio
O segundo dia do Rock in Rio 2026 mostrou por que o festival consegue reunir diferentes gerações e vertentes em torno do rock.
Teve despedida histórica do Sepultura, estreia aguardada do Bring Me The Horizon, heavy metal com Avenged Sevenfold, experiências visuais grandiosas, diversidade no Sunset, novos artistas nos espaços alternativos e até um espetáculo de drones no céu da Cidade do Rock.
Foi, literalmente, rock em dobro — e com a participação de um público que transformou cada mosh pit, roda e refrão em parte do espetáculo.
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